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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Redução de vencimentos: texto lucidodo Prof. Luis Menezes Leitão, da Fac de Direito deLx
Esta doeu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Redução de vencimentos: um texto lucido do Prof. Luis Menezes Leitão, da Faculdade de Direito de Lisboa, a fazer furor na blogoesfera...
por Luís Menezes Leitão
Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite.
É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas.
É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos.
Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não daConstituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.
É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa. No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal". Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas [...) derrubou o regime fascista".
Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.
Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará".
Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Como Cobrar, Receber E Deixar O Devedor Encantado
A criatividade para atrair clientes tem sido sempre o maior desafio do mercado. Todos querem e precisam cada vez mais gerar atrativos para conquistar o consumidor de uma forma geral. Vender produtos e serviços atingindo a satisfação plena do seu público-alvo é o objetivo constante e o êxito deste objetivo sempre é alcançado por aqueles que mais investem na capacitação, no treinamento, na motivação de toda equipe envolvida no processo de qualquer organização. A meta é o “CLIENTE ENCANTADO” e o resultado sempre reflete no crescimento do faturamento das empresas. Então, por que na hora de vender todos procuram conquistar e na hora de cobrar preferem maltratar?
Existe uma máxima que diz: “A venda termina no recebimento”, e sendo isto verdadeiro, deveríamos aplicar o marketing também para cobrar e não somente para vender. Nas palestras sobre “COMO COBRAR & RECEBER”, percebo que os participantes envolvidos na área de Cobrança esperam sempre sugestões e dicas que aumente a punição ao devedor, que o Código de Defesa do Consumidor protege demais o devedor, e eles não podem sequer deixar recados com outras pessoas quando estão fazendo as cobranças. Muitos não se conformam em ter de cobrar sem poder ser mais SEVERO, sem a PRESSÃO. Acham que essas são as únicas armas que funcionam na cobrança.
Estão enganados, estão limitados, estão ultrapassados. A truculência ainda existe, mas está com seus dias contados. Quem não observar as mudanças e não se adaptar continuará com seus índices de inadimplência crescendo sempre. Os modelos de cartas de cobranças, por exemplo, continuam praticamente os mesmos há décadas, e criar atrativos para motivar a manifestação do devedor tem sido um exercício quase que inexistente no contexto da maioria dos dirigentes de cobranças. Este paradigma precisa ser mudado. Precisamos perceber que o dinheiro do consumidor é “migrado” para pagar juros e esses juros sempre são superiores ao valor do produto.
Precisamos perceber que as ofertas de consumo em praticamente todos os segmentos do mercado conduzem o consumidor para comprar somente a crédito. Precisamos perceber que este crédito é financiado e manipulado pelo nosso sistema financeiro que é o mais caro do mundo, portanto, as causas da elevação da inadimplência são muitas. É sempre muito fácil para os dirigentes de cobrança, que além de não analisar esses e outros aspectos motivadores do endividamento, utilizam fórmulas ultrapassadas para recuperar seus créditos vencidos e tentam justificar o insucesso chamando o devedor de caloteiro!
Vamos usar as técnicas de vender também para cobrar. Vamos inovar com o marketing na cobrança. Imagine um cliente devendo para a sua empresa e você envia uma carta de parabéns pela passagem de seu aniversário, desejando-lhe muitos anos de vida, prosperidade e que a empresa confia que ele vai o mais breve possível negociar e pagar sua pendência financeira. Esta é uma carta de “cobrança” diferente em uma data significativa para qualquer pessoa. Com certeza, este inadimplente se tornará um DEVEDOR ENCANTADO e sua empresa certamente será entre as outras que ele esteja devendo a primeira a ser procurada.
Este é apenas um exemplo de como podemos conquistar, encantar, seduzir e criar comprometimento do devedor de hoje que pode voltar a ser um consumidor consciente amanhã.
Abraços